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sábado, 28 de maio de 2011

Entrevista com a Professora Amanda Gurgel para o jornal O Globo.



"Todos sabem como é a rotina de um professor", 
diz professora Amanda Gurgel

por: Paulo Francisco

A senhora esperava toda essa repercussão, no YouTube, com seu depoimento sobre a situação da educação?

AMANDA GURGEL DE FREITAS: Nunca. Eu jamais imaginei que uma situação, que para mim é tão corriqueira e tão óbvia para todo mundo, pudesse ter uma abrangência tão grande. Não tem quem não veja como é a rotina de um professor.

O que a senhora acha que está faltando para mudar a situação do professor?

AMANDA: Posso falar sinceramente: vergonha. Esse caos que existe na educação não é um caos desorganizado, entre aspas, é um caos preparado, existe uma intenção para que a educação funcione desse jeito, para que os filhos da classe trabalhadora jamais atinjam altos níveis de cultura, para que no máximo eles aprendam um ofício.

A senhora hoje tem dois empregos, acorda às 5h da manha e passa o dia todo trabalhando. Como é a vida de um professor sem condições até de se qualificar, de ler? Como faz para se atualizar?

AMANDA: Olha, é muito difícil. Para qualquer professor, isso é muito difícil. Então, na nossa categoria, até é importante tocar nesse ponto, nós vivemos uma certa crise de identidade, porque enquanto a nossa atividade sempre foi considerada intelectual, e ainda hoje leva esse nome de uma atividade intelectual, de formadores de opinião, a verdade é que nós estamos passando por um processo de proletarização, que está se acentuando a cada dia. E a nossa atividade é principalmente manter o aluno em sala de aula, independente de qualquer coisa. Por isso que muitas vezes as pessoas confundem os responsáveis pelo caos e acham que a greve atrapalha os alunos. Na verdade, a greve não atrapalha, justamente por isso, se nós não estivéssemos em greve não teríamos a oportunidade de falar sobre a educação nesse momento, porque estariam todos os alunos dentro da sala de aula controlados pelos professores, que não estariam em condições de ter uma atividade digna, de exercer a atividade docente decentemente, porque as salas são superlotadas, porque as salas são quentes aqui na nossa cidade, porque os professores não têm condições de se atualizarem. Infelizmente, não é dada essa oportunidade para os professores.

A senhora disse que o professor sofre muito de doenças psicossomáticas. A senhora já teve depressão. Como é a saúde dos professores?

AMANDA: Os professores são submetidos a uma jornada de trabalho que é extenuante, sem ter condições de trabalho dígnas. Frequentemente desenvolvem doenças relacionadas à atividade profissional e, em troca, recebem por parte dos governos mais uma forma de opressão, que é impedí-los de darem entrada em licenças médicas ou em readaptação de função. Recentemente, em um consultório, um médico disse que não poderia fornecer um laudo para encaminhar um paciente a uma junta médica porque hoje em dia professor e policial são todos assim, querem ganhar dinheiro sem trabalhar. Dentro do consultório médico ele defendeu a política do governo do estado, dizendo que o governo está muito certo mesmo. Independente do seu estado de saúde, o professor tem mais é que estar em sala de aula. Isso só reforça essa ideia que para o governo educação de qualidade é aluno controlado dentro de sala de aula, independente da condição dessa aula e das condições de saúde do trabalhador.

Depois do sucesso na internet, a senhora pretende se candidatar a algum cargo político?

AMANDA: Nunca pensei sobre isso, não pretendo no momento. Talvez as pessoas possam achar que eu fiz isso por interesse. Mas minha militância é pelas demandas da nossa categoria e não gostaria que fossem confundidas com as do partido. Não tenho pretensão política governamental, mas faço política no meu dia a dia. As pessoas que me conhecem sabem de minha atuação. Talvez em outros momentos a conjuntura possa me levar para outros rumos.


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De onde foi retirada a entrevista acima:

sábado, 23 de abril de 2011

Entrevista com Dr. Jorge Bichuetti

Companheiro de guerrilha virtual a favor dos excluídos e da paz universal, Jorge Bichuetti é médico e psicoterapeuta. Analista institucional e esquizoanalista. Diretor Clínico da Fundação Gregorio F. Baremblitti/ Uberaba - MG. Professor do Instituto Félix Guatarri/ BH. Autor de Lembranças da Loucura, Crisevida e Estrelas Cadentes. Poeta, militante, sonhador...
... Entre amigos, madrigais e a Lua é um nômade caçando o seu devir passarinho.


1. Jorge, o que é realidade, o que é sonho e o que é utopia?

Tânia, é uma alegria conversar com você, suas tribos, insurgentes vidas do porvir. A realidade é uma sub-realidade, um concreto de opressão, exploração e mistificação, que suprime do cotidiano as lutas libertárias, as paixões energizantes e a magia rebelde das virtualidades; o sonho é uma poesia caótica entre as dores da vida e o pulsar do porvir, teimoso, menino moleque, que deseja acontecer; e a utopia, é o sonho pensado visceralmente e assumido como ética, luta e compromisso, é a alvorada que já não é esperada, é buscada, tecida, amada e vivida com a ousadia da luta e com a rebeldia da esperança...

2. De que maneira Deleuze e Guattari, Spinoza e Foucault influenciaram ou influenciam diretamente a sua prática cotidiana de médico psiquiatra?

Eles me deram um olhar de amor e compaixão, liberdade e partilha... Me tiraram dos muros da medicina classificatória e excludente, e me revelaram na loucura, no sofrimento mental, um emergente que denuncia e anuncia... Diz do insuportável e clama por um outro mundo possível... Me fez ver, onde via a doença, a singularidade, o devir, a diferença... E, assim, me ensinaram que o cuidado é vínculo, alegria, ternura, inclusão social e militância por um mundo onde possamos verdejar nossas potências, longe das algemas da normalidade, castradora e asfixiante.

3. Seu blog, Utopia Ativa, é um espaço revolucionário e, ao mesmo tempo, pensante e contestador daquilo que se entende como “normalidade” social. É um território de desterritorializações onde há conexões de fluxos e delírios comunicativos, rejuntando arte, vida, poesia e realidade. Quais são as suas bandeiras de luta e por quê?

Meu blog é um espaço do sonho, da poesia, da luta do povo oprimido que caminha, guerrilha dos becos do cotidiano e sonha com a aurora... Não sei sintetizar minhas bandeiras: são do povo, são as da Terra, são as da vida... Atraveria dizer que luto "por uma nova Terra, por um povo por-vir"... Pelo socialismo libertário; pelo direito à diferença e pelos direitos humanos... Pelo pão nosso de cada dia: pão-alimento; pão-alegria; pão-liberdade; pão-utopia... sou um andarilho das insurgências rebeldes que nos trazem a luz de um novo dia. Por quê?... Pela injustiça, pela lágrima que corre e pela vida não-vivida em cada vida que encontro violentada pela opressão da nossa vil realidade; e por mim, pois, não sei nem quero ser feliz longe da solidariedade e do povo que dá sentido à minha própria vida.

4. A esquizoanálise e o esquizodrama são técnicas que podem ser consideradas pontos de partida para a inclusão do portador de transtornos psiquiátricos no tecido social? Se sim, como isso acontece e quais são os seus benefícios?

São libertárias e permitem a construção de vidas remoçadas nas singularidades que rodopiam sem conseguir criar planos de consistência para seus sonhos e desejos. E trabalham agenciando o novo, a alegria, o brincar, a arte os devires... Isso contagia, isso cria vida. O cinzento normatizador nos silencia e nos cronifica, longe de nós mesmos. Ficamos bem adaptados, porém, numa silenciosa morte civil


5. Por que devemos inventar novas linhas de fuga e traçá-las na vida se elas mesmas, às vezes, são fugidias?

Porque a vida não contempla a vida que carregamos como diversidade, potência, singularidade e devires... São fugidias. Primeiro, porque são vigiadas, negadas e esvaziadas, capturadas pelo sistema; segundo, e isso é maravilhoso, porque são errantes, uma vez que somos metamorfoseantes. Então, precisamos viver, educar e cuidar para a impermanência, para a criatividade, para a emergência de um novo novo, uma nova mudança.

6. Você já sofreu diretamente algum tipo de preconceito ou foi vítima de bullying por ser um médico que pensa o mundo de forma holística e enxerga o ser humano como potência de um devir-desejante-de-libertação dos padrões fascistas, aqueles que são esquadrinhados pela mídia e pela atual sociedade de consumo?
  
Já, mas hoje quase nunca. No início, era sementeira; hoje, há frutos e flores que me permitem andar como uma borboleta que escolhe o que visita, o que cheira e o que come... Não escuto os que negam a vida. Se percebo vida nas críticas, dialogo e cresço. Senão, sigo com as minhas utopias e com os usuários que cantam, poetizam e vivificam nas estradas do cotidiano a validade do cuidado-amor e do cuidado-alegria, da inclusão, da liberdade, da caminhada de partilha. Não sofro bullying, porque aprendi a ver nos que estigmatizam um medo de si e um terror por fugirem dos próprios desejos; agridem por se temerem na loucura, que negam mas que a abrigam nas entranhas de si mesmos...

7. Jorge por Jorge?

Oh! Um militante do porvir, da liberdade e da solidariedade, um menino... e um poeta de sonhos, amores, luares e passarinhos... um homem comum na sua caminhada com o povo oprimido.

Quero agradecer, com imensurável alegria, ao meu querido amigo, Jorge Bichuetti, a sua disponibilidade  e atenção ao responder brilhantemente às questões propostas por mim para este post. Estamos certos de que sua contribuição intelectual, construída por meio de seus conhecimentos e pela sua luta diária na profissão,  pelos seus sonhos e utopias, pelo desejo de construir um mundo melhor, servirá de exemplo a todos aqueles que, assim como nós, pensamos na libertação do ser humano das amarras que o aprisionam em nome de um sistema excludente, violento, asfixiante, injusto, perverso, normatizador e consequentemente opressor. Jorge, muito obrigada e um grande beijo para ti.

Tânia Marques  23 de abril de 2011

Fonte das imagens: 

quinta-feira, 10 de março de 2011

Entrevista concedia a Jorge Bichuetti, do blog Utopia Ativa

1. A vida pulsa e encanta... é lágrima e risos, feridas e esperanças... vivendo sua vida, de mulher e educadora, pergunto-lhe: o que pode na vida, na poesia e na arte?

Bem, sinto-me lisonjeada de ter sido uma das pessoas escolhidas para responder a estas inteligentes e instigantes perguntas. Bem, como mulher, embora tenha sofrido na pele muitas consequências tristes do meu entorno familiar, sinto-me uma pessoa madura, porque soube tirar sempre ótimas lições de vida, tanto das situações boas quanto ruins, mas refletindo principalmente acerca dos acontecimentos negativos, entendendo que são os momentos difíceis que nos impulsionam a busca de saídas, ao crescimento como um todo. Eu me considero uma pessoa feliz, encantada com a vida e com um espírito muito jovem. Como educadora, amo o que faço, e isso já estabelece a diferença entre tantos professores que exercem as suas atividades com repulsa ou insatisfação. Tenho consciência plena da nossa desvalorização profissional, por isso, durante muitos anos, fui uma ativista, uma militante sindical. No entanto, hoje a minha militância se restringe muito mais à sala de aula. Acredito indubitavelmente que não podemos desistir da luta, não somente da luta por melhores salários e condições de trabalho, mas pela construção [construção não é reforma] de um mundo mais igualitário, em que a escola não se resuma a mal preparar seus alunos para o mundo trabalho, incentivando neles a competição, docilizando-os, inibindo seus corpos, policiando seus pensamentos, violando as suas vontades e impedindo a liberação das suas potencialidades criativas. O que pode na vida? Prefiro responder ao contrário, o que não pode na vida? Fome, miséria, desigualdade social, violência de qualquer tipo, injustiças, violação dos direitos humanos, crimes, guerras, drogas, falta de amor, acidentes de trânsito, desmoronamentos, tsunamis, discriminações de qualquer espécie, analfabetismo de letramento, funcional e político, ausência de lazer, corrupção, exploração, fanatismo, sistemas totalitários, censura, homofobia, xenofobia, assédio moral, assédio sexual, seqüestros, tristezas, enfim ficaria enumerando uma lista enorme de atitudes negativas e monstruosas, diante de tudo o que vemos acontecer todos os dias no mundo. O que pode na arte e na poesia? A livre expressão dos sentimentos, da emoção, dos desejos, do prazer, do amor, da criatividade, da originalidade, do sonho, do engajamento político. O registro de um mundo colorido, a luta, um beija-flor, a vida, um estado de alma, a paz.

2. Se alguém lhe perguntasse, assim, de pronto, quem é o jovem dos nossos dias?

O jovem dos nossos dias, dependendo do seu universo familiar, classe social, tribo em que se encontra, é alguém que está preso ao consumismo, às grifes, à tecnologia, à reprodução do sistema, à violência, à alienação política, a futilidades, às drogas, ao tráfico, aos vícios, aos assaltos, à depressão, à passividade, à competição. Porém, deixando de lado esses aspectos citados de maneira um tanto maniqueísta, o jovem de hoje é alguém que não tem consciência das suas potencialidades, ele precisa se inventar, se descobrir como agente da paz e do amor, pois vive egoisticamente voltado para o “ter” e não para o “ser”, via globalização mass media. Isso por que ele vive num meio que o pressiona, que cobra dele este papel de “bem sucedido economicamente”. Esse jovem é aquele que cultua a beleza física, a silhueta esbelta, os músculos bombados, em detrimento do conhecimento de si mesmo e do saber científico e da espiritualidade. Infelizmente, ele acaba reproduzindo tudo isso sem ter tido a oportunidade de experimentar o outro lado, o do sonho, o da utopia por um outro mundo possível, solidário, fraterno, libertário. Claro, não podemos generalizar, seria uma falácia dizer que todos os jovens são iguais. Há os que lutam, há os incompreendidos e os rebeldes, há os insatisfeitos, mas nos resta saber pelo que eles lutam. Eles não têm culpa de estarem “anestesiados”, afinal de contas, a maioria deles foi criada por uma babá eletrônica chamada televisão, e hoje dedica uma grande parte do tempo de suas vidas ao computador. Atualmente, muitos jovens deixam também de trilhar caminhos vanguardistas em função da própria violência social, que os aprisiona em casa; por conseguinte, acabam conhecendo apenas a realidade virtual.  Então, a juventude atual precisa aprender a se perceber singular, para que não seja cooptada pela globalização, e a enxergar a sua própria subjetividade como um instrumento de transformação do mundo em um lugar de muita paz.

3. O que necessitamos para que a educação seja capaz de ser um espaço do devir?

Bem, necessitamos de professores conscientes desta possibilidade, ou seja, a de fazer da sua sala de aula um espaço de ruptura com a alienação, de um professor que aproveite todas as brechas que o próprio sistema deixa, para ativar a capacidade de os alunos construírem importantes devires e a se reconhecerem como agentes desse processo. Igualmente, os alunos também terão de estarem receptivos ao novo, à descoberta de si, ao cuidado de si, aprendendo a se construírem ao mesmo tempo individual e coletivamente, respeitando o ritmo da caminhada de cada um, se permitindo errar e acertar, pensando a vida sempre como um processo de “vir a ser” melhor.

4. Vivemos como nossos pais?... O que os pais poderiam fazer para diminuir a distância entre eles que cuidam e os filhos que almejam se inventarem?

Como mãe, posso afirmar que, em última instância e em alguns aspectos, nós acabamos vivendo como nossos pais, pois estes se constituem desde cedo modelos, referências para nós. Foram eles que nos educaram, eles que nos formaram ou mesmo “deformaram”. Nesta pergunta fica nítida a questão do “conflito de gerações” que acaba por distanciar as visões de mundo entre pais e filhos e, por conseguinte, tudo o que poderia surgir de bom nessa relação. Por haver uma tendência natural à preservação dos filhos, muitas vezes, os pais se colocam como pedras no caminho deles, impedindo seu crescimento através do boicote de experiências, de novas vivências. Contudo, essa é apenas uma visão, pois há também pais que se colocam diante dos filhos numa posição de irmãos mais velhos, metaforicamente falando. Então, há os que limitam demais seus filhos e outros que são totalmente permissivos, e ainda querem ser como eles na aparência e no comportamento. Nem oito nem oitenta. Há que se ter bom senso, respeitar as distâncias diferentes entre a trajetória de vida e o aprendizado de pais e filhos numa sintonia de amor, cuidado, carinho e liberdade para que estes últimos tenham a chance de se perceberem diferentes ou até mesmo uma extensão de seus pais, mas isso só acontecerá por meio da liberdade de suas escolhas, de suas potencialidades e devires.

5. O amor flui e contagia... O amor anda  fora de moda neste mundo neoliberal?

O amor fora de moda não digo, mas diferente dos tempos modernos, em que as coisas eram duradouras, e a hora custava muito a passar no relógio. O amor nos tempos pós-modernos, como afirma Bauman, é líquido, volátil, não cria vínculos nem laço afetivos. Vinícius já dizia: “Que seja eterno, enquanto dure”. Num mundo neoliberal, onde tudo vira mercadoria, aproveitando a deixa de Bauman, o amor entre duas pessoas se esvai rapidamente, tem prazo de validade e, geralmente, ecoa no vazio existencial. Para mim, que tenho como referência um ideal de relacionamento amoroso, baseado no respeito às liberdades individuais e no companheirismo, há uma certa dificuldade para eu conviver com alguém num ritmo frenético de mercadoria descartável, pois não me vejo assim, tampouco me considero uma pessoa  psicologicamente instável. Por outro lado, o amor no sentido de que a humanidade necessita está carente de ideais, de ternura, de carinho, de motivos para existir, ocasionando a violência, a desunião e a competitividade entre todos.

6. O sonho acabou?... O socialismo já é um sonho arquivado?...

Para mim, o sonho não acabou. Uma vez fecundadas as sementes da igualdade, da solidariedade e da fraternidade dentro do coração da gente, o tempo passa e apenas os meios de se fazer a revolução mudam. Não acredito em mudança social significativa, sem antes termos feito a nossa reforma íntima, a nossa libertação dos estereótipos vigentes em nossa sociedade. Podemos multiplicar ideias, pois, como educadora, sei que também sou formadora de opiniões, é um trabalho de formiguinha. Se ele vai nos levar ao socialismo? Não sei, sei apenas que o terreno para ele chegar estará fértil através daqueles que multiplicarem as nossas utopias.

7. Utopia Ativa, diga algo, o que desejar, para nossos amigos que lhe encontram neste blog...

Com relação ao blog Utopia Ativa e à amizade recém-nascida com o Jorge Bichuetti, mas que para mim parece ser de longa data, eu posso afirmar que estou encantada. O Jorge é uma pessoa extremamente sensível e consciente da origem dos problemas sócio-afetivos, políticos e econômicos em nosso país e de nossa gente. No blog eu encontro o registro inteligente dessa sensibilidade e os caminhos, as possíveis soluções para a construção de um mundo melhor. Eu me sinto potencialmente nutrida intelectualmente e amparada afetivamente por suas carinhosas palavras. Parabéns, Jorge, pelo belo blog e pela tua competência ao dar o teu recado.
 Entrevista concedida a Jorge Bichuetti, do blog Utopia e Vida
09/03/2011