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domingo, 8 de abril de 2012

Enkrateia - Estética da existência

"Quando Foucault foi estudar os gregos, ele descobriu esse dois poderes: o político, que vem da polis – a politea; e o oikonomos, que vem do oikos – a economia. Esses dois poderes! Aí o Foucault descobre um terceiro poder, que se chama enkrateia. O que é enkrateia? É uma das coisas mais bonitas que os gregos produziram. Os gregos, eles acham que nós, os homens, somos dotados de paixões muito fortes e essas paixões muito fortes podem comandar as nossas vidas. Por isso, o homem grego, ele deve administrar as suas paixões. Então, o homem grego tem que adquirir um terceiro poder: o poder sobre as suas paixões. Esse poder sobre as suas paixões chama-se enkrateia que é, para os gregos, a estética da existência. Todo aquele que tem o poder sobre as suas paixões torna a sua vida bela. (Vocês entenderam?) Esse fenômeno grego, jamais pode-se dar no Ocidente. Por quê? Porque no Ocidente podemos ter o poder político e o poder econômico. Mas jamais enkrateia. Porque quem organiza a nossa subjetividade é a igreja, a família, a escola, etc. (Entenderam?)"

Claudio Ulpiano
Fonte do texto: 

sábado, 23 de abril de 2011

Entrevista com Dr. Jorge Bichuetti

Companheiro de guerrilha virtual a favor dos excluídos e da paz universal, Jorge Bichuetti é médico e psicoterapeuta. Analista institucional e esquizoanalista. Diretor Clínico da Fundação Gregorio F. Baremblitti/ Uberaba - MG. Professor do Instituto Félix Guatarri/ BH. Autor de Lembranças da Loucura, Crisevida e Estrelas Cadentes. Poeta, militante, sonhador...
... Entre amigos, madrigais e a Lua é um nômade caçando o seu devir passarinho.


1. Jorge, o que é realidade, o que é sonho e o que é utopia?

Tânia, é uma alegria conversar com você, suas tribos, insurgentes vidas do porvir. A realidade é uma sub-realidade, um concreto de opressão, exploração e mistificação, que suprime do cotidiano as lutas libertárias, as paixões energizantes e a magia rebelde das virtualidades; o sonho é uma poesia caótica entre as dores da vida e o pulsar do porvir, teimoso, menino moleque, que deseja acontecer; e a utopia, é o sonho pensado visceralmente e assumido como ética, luta e compromisso, é a alvorada que já não é esperada, é buscada, tecida, amada e vivida com a ousadia da luta e com a rebeldia da esperança...

2. De que maneira Deleuze e Guattari, Spinoza e Foucault influenciaram ou influenciam diretamente a sua prática cotidiana de médico psiquiatra?

Eles me deram um olhar de amor e compaixão, liberdade e partilha... Me tiraram dos muros da medicina classificatória e excludente, e me revelaram na loucura, no sofrimento mental, um emergente que denuncia e anuncia... Diz do insuportável e clama por um outro mundo possível... Me fez ver, onde via a doença, a singularidade, o devir, a diferença... E, assim, me ensinaram que o cuidado é vínculo, alegria, ternura, inclusão social e militância por um mundo onde possamos verdejar nossas potências, longe das algemas da normalidade, castradora e asfixiante.

3. Seu blog, Utopia Ativa, é um espaço revolucionário e, ao mesmo tempo, pensante e contestador daquilo que se entende como “normalidade” social. É um território de desterritorializações onde há conexões de fluxos e delírios comunicativos, rejuntando arte, vida, poesia e realidade. Quais são as suas bandeiras de luta e por quê?

Meu blog é um espaço do sonho, da poesia, da luta do povo oprimido que caminha, guerrilha dos becos do cotidiano e sonha com a aurora... Não sei sintetizar minhas bandeiras: são do povo, são as da Terra, são as da vida... Atraveria dizer que luto "por uma nova Terra, por um povo por-vir"... Pelo socialismo libertário; pelo direito à diferença e pelos direitos humanos... Pelo pão nosso de cada dia: pão-alimento; pão-alegria; pão-liberdade; pão-utopia... sou um andarilho das insurgências rebeldes que nos trazem a luz de um novo dia. Por quê?... Pela injustiça, pela lágrima que corre e pela vida não-vivida em cada vida que encontro violentada pela opressão da nossa vil realidade; e por mim, pois, não sei nem quero ser feliz longe da solidariedade e do povo que dá sentido à minha própria vida.

4. A esquizoanálise e o esquizodrama são técnicas que podem ser consideradas pontos de partida para a inclusão do portador de transtornos psiquiátricos no tecido social? Se sim, como isso acontece e quais são os seus benefícios?

São libertárias e permitem a construção de vidas remoçadas nas singularidades que rodopiam sem conseguir criar planos de consistência para seus sonhos e desejos. E trabalham agenciando o novo, a alegria, o brincar, a arte os devires... Isso contagia, isso cria vida. O cinzento normatizador nos silencia e nos cronifica, longe de nós mesmos. Ficamos bem adaptados, porém, numa silenciosa morte civil


5. Por que devemos inventar novas linhas de fuga e traçá-las na vida se elas mesmas, às vezes, são fugidias?

Porque a vida não contempla a vida que carregamos como diversidade, potência, singularidade e devires... São fugidias. Primeiro, porque são vigiadas, negadas e esvaziadas, capturadas pelo sistema; segundo, e isso é maravilhoso, porque são errantes, uma vez que somos metamorfoseantes. Então, precisamos viver, educar e cuidar para a impermanência, para a criatividade, para a emergência de um novo novo, uma nova mudança.

6. Você já sofreu diretamente algum tipo de preconceito ou foi vítima de bullying por ser um médico que pensa o mundo de forma holística e enxerga o ser humano como potência de um devir-desejante-de-libertação dos padrões fascistas, aqueles que são esquadrinhados pela mídia e pela atual sociedade de consumo?
  
Já, mas hoje quase nunca. No início, era sementeira; hoje, há frutos e flores que me permitem andar como uma borboleta que escolhe o que visita, o que cheira e o que come... Não escuto os que negam a vida. Se percebo vida nas críticas, dialogo e cresço. Senão, sigo com as minhas utopias e com os usuários que cantam, poetizam e vivificam nas estradas do cotidiano a validade do cuidado-amor e do cuidado-alegria, da inclusão, da liberdade, da caminhada de partilha. Não sofro bullying, porque aprendi a ver nos que estigmatizam um medo de si e um terror por fugirem dos próprios desejos; agridem por se temerem na loucura, que negam mas que a abrigam nas entranhas de si mesmos...

7. Jorge por Jorge?

Oh! Um militante do porvir, da liberdade e da solidariedade, um menino... e um poeta de sonhos, amores, luares e passarinhos... um homem comum na sua caminhada com o povo oprimido.

Quero agradecer, com imensurável alegria, ao meu querido amigo, Jorge Bichuetti, a sua disponibilidade  e atenção ao responder brilhantemente às questões propostas por mim para este post. Estamos certos de que sua contribuição intelectual, construída por meio de seus conhecimentos e pela sua luta diária na profissão,  pelos seus sonhos e utopias, pelo desejo de construir um mundo melhor, servirá de exemplo a todos aqueles que, assim como nós, pensamos na libertação do ser humano das amarras que o aprisionam em nome de um sistema excludente, violento, asfixiante, injusto, perverso, normatizador e consequentemente opressor. Jorge, muito obrigada e um grande beijo para ti.

Tânia Marques  23 de abril de 2011

Fonte das imagens: 

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Paul Michel Foucault

Currículo, Diferenças e Identidades


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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Minha opinião sobre alguns dos autores citados neste blog

Eu amo os estudos foucaultianos, quase exerço um culto à personalidade a Michel Foucault, não faço isso, ou seja, me desligo dessa situação de idolatria, porque entendo muito bem o quanto esse filósofo "detestava" qualquer vestígio de endeusamento semelhante aos mitos construídos pela modernidade. Ele não admitia ser tratado assim, deixava seus estudos em aberto para que outros pensadores dessem continuidade a eles, tendo como base os fatos histórico-culturais daquele futuro momento, por isso os seus questionamentos filosóficos também em relação à autoria. Porém, quanto mais o leio, mais me apaixono. Sou uma recente estudiosa de Foucault, na verdade já o conhecia desde época em que eu ingressei no curso de Direito, em 1984, mas logo saí e só retornei nos anos de 1995 e 1996. Depois desta última data, tive de me afastar completamente da faculdade sem concluir o curso.  Já era formada em Letras e segui fazendo a minha pós-graduação. Do ano de 2004 para cá, fiz vários cursos de extensão universitária na UFRGS, na área da Educação e da Filosofia da Diferença, e estou prestes a iniciar o mestrado em Estudos Culturais, por isso tamanha dedicação a todos esses e outros filósofos/estudiosos/pesquisadores/pensadores. Deleuze e Guattari são outros  filósofos que me cativaram em função da possibilidade constante e desejante de novos devires, a arte, a linguagem, a vida adquirindo contornos próprios, desatrelados do sistema e de acordo com a verdade (nem sempre conhecida) de cada um, na realidade,  um "vir a ser" que quebra paradigmas permanentes e gera utopias saudáveis de vida. Ah! Esqueci de dizer, antes de Foucault, eu me considerava althusseriana até a raiz dos cabelos (naquele momento havia essa possibilidade da linguagem de colocar-se como discípulo do mestre). Guy Debord, sob meu ponto de vista, foi um visionário, foi/é magnífico, falava nos anos cinqüenta como se estivesse vivendo em 2011 (que me desculpe Baudrillard, apesar de ser sua fã também, mas ele chegou primeiro e acertou na mosca). Bauman, adorável, estou estudando com afinco todo o material para o mestrado e ninguém está mais identificada com ele do que eu.  Nietzsche, igualmente estou lendo por ser a base de tudo, fenomenal. Gente, por enquanto é só isso.  Não escrevi esse post para tentar passar uma imagem de "mulher maravilha", tenho e terei sempre muito a aprender. À medida que a caminhada se fizer descoberta, prometo compartilhar com vocês as alegrias ou as agruras (se existirem) da trajetória. Beijo grande!

Tânia Marques 18 de fevereiro de 2011.
Fonte da imagem: Escultura de Rodin

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Sobre o ensaio: algumas reflexões

“Ensaiar e perguntar foi todo o meu caminho”.
Friedrich Nietzsche

“Se a minha alma pudesse dar pé, eu não me ensaiaria, me resolveria; mas ela se encontra sempre em aprendizagem e à prova”. 
Montaigne

“Não temos como herança mais do que vento e fumaça”. 
Montaigne

“Eu não pinto o ser, pinto o devir”. 
Montaigne

“Homens de atos ou homens de ar, essa é a alternativa”. 
T. W. Adorno

“O ensaio - que é necessário entender como experiência modificadora de si no jogo da verdade, e não como apropriação simplificadora de outrem para fins de comunicação - é o corpo vivo da filosofia, se, pelo menos, ela for ainda hoje o que era outrora, ou seja, uma ‘ascese’, um exercício de si, no pensamento”. 
Michel Foucault

(FOUCAULT, Michel. História da sexualidade II. O uso dos prazeres. Rio de Janeiro: Graal, 1998.).

Citação retirada de:

LARROSA, Jorge. A operação ensaio: sobre o ensaiar e o ensaiar-se no pensamento, na escrita a na vida. in Dossiê Michel Foucault. Revista Educação & Realidade. Porto Alegre: UFRGS, v. 29, n. 1, p. 5-520, jan./jun.2004.

“Sabemos que Foucault foi muito sensível à literatura e às artes. Sabemos que Foucault fez de sua relação com a literatura e com as artes algo mais profundo do que uma ocupação marginal, e algo mais profundo do que uma ocupação crítica. Foucault nunca fez crítica literária, e sequer filosofia da literatura ou da arte. Para Foucault, talvez, a literatura foi um dos lugares que ele escolheu para uma meditação sobre a relação entre escrita e pensamento. Por isso, a última parte desta conferência não pode ter outro lugar do que esse ‘entre’, entre pensar e escrever, entre escrever e pensar; o que seria uma escrita que pensa e que pensa sobre si mesma, e um pensamento que escreve e que escreve sobre si mesmo.

É sabido que o ensaio é considerado como um híbrido entre a filosofia e a literatura. Sua vontade de verdade o habilita como filosófico, e a sua vontade de estilo, como literário. Entretanto, no ensaio, tanto a verdade como o estilo são inseparáveis do sujeito e são inseparáveis da vida, da invenção e da experimentação de possibilidades de vida, de formas de vida, de estilos de vida. Mas é aí que aparecem os problemas. No ensaio moderno, precisamente por sua vontade de autoria, o estilo expressa, ao mesmo tempo, a experiência de um sujeito e a construção de um mundo. No ensaio moderno, o estilo é o homem, ou o autor, ou o sujeito. O estilo é a marca da subjetividade na linguagem. E na verdade. Mas na obra de Foucault trata-se de outra coisa.

A questão da literatura e sua sobreposição com a questão da escrita, da escrita pensante e da escrita do pensamento, não tem a ver somente com os recursos expressivos, mesmo que, nos recursos expressivos, não há dúvida de que Foucault é um escritor deslumbrante. Poderíamos dizer que, em Foucault, a questão da escrita é o núcleo fundamental no qual afirma e, ao mesmo tempo, problematiza sua vocação filosófica e sua concepção do pensamento. Foucault, a um só tempo, faz da filosofia, ficção, e da literatura, verdade. E aí a escrita aparece como o lugar do pensamento e como o enigma de um fosso reflexivo que se abre. Em Foucault, o pensamento se faz escrita, se pensa como escrita e, no limite, se dissolve em escrita. E é justamente ao dissolver-se como escrita que ele se abre para a sua própria transformação, para seu próprio ensaio. Em Foucault, ensaiar seria uma experiência simultânea de escrita e pensamento, uma experiência na qual se decidiria o que nos é dado dizer e o que nos é dado pensar, ao mesmo tempo, no presente, na primeira pessoa”.
Jorge Larrosa é professor da Universidade de Barcelona, Espanha.


Recortes do texto que foi apresentado como palestra de encerramento no Seminário Internacional Michel Foucault: perspectivas, realizado em Florianópolis, em setembro de 2004, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Vigiar e Punir, O panóptico de Michel Foucault

Vigiar e Punir, O Panóptico de Michel Foucault

Resumo escrito: lucier
       A punição e a vigilância são poderes destinados a educar (adestrar) as pessoas para que essas cumpram normas, leis e exercícios de acordo com a vontade de quem detêm o poder. A vigilância é uma maneira de se observar a pessoa, se esta está realmente cumprindo com todos seus deveres – é um poder que atinge os corpos dos indivíduos, seus gestos, seus discursos, suas atividades, sua aprendizagem, sua vida cotidiana. A vigilância tem como função evitar que algo contrário ao poder aconteça e busca regulamentar a vida das pessoas, para que estas exerçam suas atividades. Já a punição é o meio encontrado pelo poder para tentar corrigir as pessoas que infligem as regras ditadas pelo poder, e ela também é o meio ilidir que essas pessoas cometam condutas puníveis (através da punição as pessoas terão receio de cometer algo contrário às normas do poder). A vigilância e a punição podem ser encontradas em várias entidades estatais, como hospitais, prisões e escolas. Foi criado até um sistema chamado panóptico para facilitar essa vigilância. Nesse sistema haveria uma torre central a qual avistaria, vigiaria todos de uma só vez que estão a sua volta, já que essa estrutura à volta da torre central era circular. “O panóptico de Jeremy Bentham é uma composição arquitetônica de cunho coercitivo e disciplinatório: possui o formato de um anel onde fica a construção à periferia, dividida em celas, tendo ao centro uma torre com duas vastas janelas que se abrem ao seu interior e outra única para o exterior permitindo que a luz atravesse a cela de lado...” (Michel Foucault - Micro-Física do Poder) A relação entre vigiar e punir está no fato de que com ela seria possível “adestrar” as pessoas para que estas exercessem suas tarefas como bons cidadãos, evitar o máximo que as pessoas infringissem as normas estabelecidas pelo poder, estas idéias podem ser retiradas do livro “VIGIAR E PUNIR”. Segundo Foucault, para a economia do poder seria mais rentável e mais eficaz vigiar do que punir. Isso pode ser facilmente observado se pegarmos o panoptismo como exemplo, pois é muito mais barato vigiarmos as pessoas para que estas não infrinjam as leis, do que posteriormente puni-las, pois na punição terá que ser gasto muito dinheiro para que a pessoa que infringiu a lei seja resociabilizada (reeducada). Além disso, com o sistema panóptico, a vigilância fica ainda mais fácil, já que é possível vigiar várias pessoas ao mesmo tempo, e a punição, para que esta alcance mesmo seu objetivo, ela tem que ser aplicada de maneira individual – pois cada um tem uma maneira diferente de ser reeducado e resociabilizado. Ainda podemos dizer que a vigilância ganhou espaço na economia do poder, pois é muito mais fácil vigiar as pessoas para ver se estas estão mesmo cumprindo suas funções, e com o panoptismo isso fica ainda mais fácil principalmente nas entidades como nos hospitais e nas escolas, do que vir a puni-las caso cometam algum erro. 


Fonte: 
http://pt.shvoong.com/social-sciences/1632203-vigiar-punir-pan%C3%B3ptico-michel-foucault/

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Foucault por Foucault

Meus versos para Michel Foucault

(...) o homem de que nos falam e que nos convidam a liberar já é em si mesmo o efeito de uma sujeição bem mais profunda que ele. Uma ‘alma’ o habita e o leva à existência, que é ela mesma uma peça no domínio exercido pelo poder sobre o corpo. A alma, efeito e instrumento de uma anatomia política; a alma, prisão do corpo. (FOUCAULT, Michel. Vigiar e Punir. Petrópolis: Vozes, 1987.)
     
Foucault, eu juro que não quero incomodar-te
Com esta composição que tem certa simetria
Mas quero registrar nela muito daquilo que falaste
A respeito do sujeito e da sua idolatria

Sei que detestavas o culto à personalidade
E nisso eu concordo contigo indubitavelmente
Somente uma reflexão crítica sobre a verdade
Poderá levar o sujeito a rebelar-se totalmente

Da normalização do sujeito à questão dos poderes
Melhor do que tu, ninguém soube explicar
Subjetividade no plural para a produção dos saberes
Jogos de verdade, nós devemos também agenciar

Cada indivíduo que se submete ao discurso do poder
Não tem consciência da sua sujeição e da sua domesticação
Por isso, é preciso escapar do “olho vigilante”, a saber
A fim de libertar-se das estruturas de domínio e mortificação

Foucault, eu agradeço a ti os teus estudos maravilhosos
Toda a tua contribuição filosófica sobre governamentalidade
A história da loucura e o cuidado de si são teus escritos preciosos
Incluindo a arqueologia do saber e a história da sexualidade


Tânia Marques 17/07/09
Fonte da imagem: deusnagaragem.ateus.net/.../